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Eleição direta para presidente

Luiz Carlos Bresser-Pereira

Nota no Facebook, 19.5.2017

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Aqui em São Petesburgo, onde participo de uma conferência sobe a globalização, recebo as tristes notícias sobre o Brasil. O dois políticos que se envolveram mais diretamente no golpe parlamentar que manchou a democracia brasileira – Aécio Neves, que pediu o impeachment no dia seguinte a sua derrota eleitoral Michel Temer que, de uma forma oportunista, aproveitou-se da fraqueza da presidente para derrubá-la – foram, quase ao mesmo tempo, pegos pela operação Lava Jato.

Diante do acontecido, Temer já deveria ter renunciado. Se não o fez, deve sofrer impeachment imediatamente, ao mesmo tempo que a Constituição é emendada para que se convoquem eleições diretas. A ideia de uma eleição indireta por um mandato tampão não resolverá a crise, porque lhe falta minimamente legitimidade. O Congresso, que deu um golpe de Estado, estaria dando outro golpe.

O ideal seria que a emenda constitucional previsse que o presidente eleito pudesse se candidatar à reeleição em 2018, mas não em 2022. E melhor ainda já estabelecer que, a partir da eleição de 2022 o mandato do presidente seria de cinco anos e ficaria extinta a possibilidade de reeleição.