OTHER TYPES OF WORKS

  • 15-1968-capa-desenvolvimento-e-crise-no-brasil-1930-1967
  • 01-2021
  • 12-1982-capa-a-sociedade-estatal-e-a-tecnoburocracia
  • 10-1999-capa-reforma-del-estado-para-la-ciudadania
  • 08-1984-capa-desenvolvimento-e-crise-no-brasil-1930-1983
  • 17-2004-capa-em-busca-do-novo
  • 05-2010-capa-globalization-and-competition
  • 10-1998-capa-reforma-do-estado-para-a-cidadania
  • 09-1993-capa-reformas-economicas-em-democracias-novas
  • 11-1992-capa-a-crise-do-estado
  • 02-2021-capa-a-construcao-politica-e-economica-do-brasil
  • 2014-capa-developmental-macroeconomics-new-developmentalism
  • 01-2021-capa-new-developmentalism
  • 09-1993-capa-economic-reforms-in-new-democracies
  • 07-2004-capa-democracy-and-public-management-reform
  • 2006-capa-as-revolucoes-utopicas-dos-anos-60
  • 13-1988-capa-lucro-acumulacao-e-crise-2a-edicao
  • 05-2010-capa-globalixacion-y-competencia
  • 16-2015-capa-a-teoria-economica-na-obra-de-bresser-pereira-3
  • 06-2009-capa-construindo-o-estado-republicano
  • 05-2009-capa-mondialisation-et-competition
  • 03-2018-capa-em-busca-de-desenvolvimento-perdido
  • 04-2016-capa-macroeconomia-desenvolvimentista
  • 05-2009-capa-globalizacao-e-competicao

Déficit externo aumenta consumo

Luiz Carlos Bresser-Pereira

Nota no Facebook, 27.1.2016

.


Os jornais informaram hoje evidente satisfação, que o déficit em conta corrente (déficit comercial mais serviços) que fora de 4.3% do PIB em 2014 caiu para 3,3% em 2015, e foi inteiramente coberto por investimentos diretos estrangeiros. A satisfação decorre de duas coisas: do fato para a maioria dos economistas déficit em conta corrente é boa coisa desde que financiado por investimentos das empresas multinacionais. Boa coisa que eles chamam de "poupança externa", e que se somaria à poupança interna e aumentaria a taxa de investimento do país. Mas, como eu argumento há muito, existe uma alta taxa de substituição da poupança interna pela externa causada pela apreciação cambial que o déficit externo provoca, de forma que em países em que a propensão marginal a consumir é alta, o déficit em conta corrente é geralmente consumo que tem que ser financiado com endividamento externo. No caso dos dois últimos anos, há pouca dúvida a respeito do fato que essa taxa de substituição tenha estado próxima a 100%, dada a baixa taxa de investimento do total país e o crescimento negativo. Como o dinheiro é líquido, o fato de o déficit ter sido financiado também 100% por investimentos diretos ao invés de por empréstimos não mudou nada. Afinal, em 2015, os brasileiros consumiram cerca de 3,3% mais do que eles deveriam consumir sem se endividarem e sem endividar o país.