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Onde está a retomada do crescimento?

Luiz Carlos Bresser-Pereira
Nota no Facebook, 17.2.2017

Nas ultimas duas ou três semanas tornou-se curioso senão patético ler os economistas e jornalistas econômicos ortodoxos. Depois da aprovação da emenda do teto fiscal, e diante da queda da inflação, eles comemoram “a vitória do Banco Central em ter recuperado a credibilidade e logrado coordenar as expectativas dos agentes econômicos”, e declaram que o governo está sendo bem-sucedido em retomar o crescimento do país.
De fato, a inflação caiu, mas por duas razões objetivas que dispensam “mudança de expectativas”. A redução de 10 para 6% da inflação explica-se pelo esgotamento do efeito inflacionário causado pela correção dos preços do petróleo e da energia elétrica feita em 2015. E a queda adicional, que está levando a inflação a aproximar-se dos 3%, resultou da brutal recessão que já elevou o desemprego para 12% da força de trabalho.
Houve um pequeno aumento das vendas da indústria em dezembro, mas esse aumento foi localizado e pouco ou nada significa. Ao invés de recuperação o que leio hoje nos jornais é a redução do Índice de Atividade Econômica calculado pelo BCB em 4,3% em 2016, queda praticamente igual à ocorrida em 2015 nesse índice que antecipa a publicação do PIB pelo IBGE.
Vemos, portanto, que a recuperação prevista pelas consultorias e bancos para 2016 não se confirmou. Confirmar-se-á em 2017? Por enquanto não há indicação relevante nessa direção. Existe apenas a ideia que as crises econômicas e financeiras são cíclicas, de forma que mais cedo ou mais tarde a recuperação ocorrerá, porque os salários pagos pelas empresas caíram com a crise, e esse ganho foi para elas maior do que a perda de demanda que a queda de salários causou. Mas Keynes demonstrou em sua Teoria Geral (1936) que uma recuperação desse tipo, resultante da simples dinâmica do mercado, pode demorar muito para ocorrer porque a perda de receita tende a ser maior do que a diminuição de custos causado das empresas devida à baixa doa salários.
No caso atual o problema é mais grave porque o governo não tem se comportado de maneira neutra, como prevê a ortodoxia liberal, mas desde 2015, primeiro sob o comando de Joaquim Levy e, depois, de Henrique Meirelles, não fez outra coisa senão agravar a recessão ao promover uma forte queda nos investimentos públicos, enquanto o Banco Central postergou o mais que pôde a redução dos juros, e, com os juros altos, promoveu a apreciação do real, inviabilizando a retomada da indústria.
Mas a lógica do discurso da classe dominante é sempre a lógica do otimismo. Voltaire mostro isso no seu maravilhoso, Candide, no qual o dr. Pangloss dava a volta ao mundo com seu nobre discípulo, em toda parte encontrava misérias, mas sem se perturbar declarava que esse era “o melhor dos mundos possíveis”. Essa lógica panglossiana só não vale quando a classe dominante se julga fora do poder, como aconteceu no governo Dilma. Mas esse problema foi “superado”, e agora voltamos a viver no melhor dos mundos possíveis.
 

 

 

 

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