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O Brasil está à venda para as multinacionais

Luiz Carlos Bresser-Pereira
Página do Facebook, 2.11.2015

Não paramos de vender nossas empresas. Hoje anunciaram a venda, ainda parcial, da Hipermarcas. Para que vendemos? Para cobrir nossos déficits em conta corrente, e, em seguida, passarmos a transferir bilhões e bilhões de dólares para suas matrizes. Mas as empresas multinacionais não são boas para o país? Não trazem elas o capital de que tanto necessitamos, de forma que com o aumento da produção e das exportações, podemos pagar seus lucros e ficarmos nós com os empregos? É isto que seus economistas e os economistas liberais brasileiros nos dizem. E acreditamos
Eles começam nos dizendo que devemos ter déficits em conta corrente, porque eles são "poupança externa" que se soma à poupança interna e aumenta o investimento total do país. Não é verdade. Em primeiro lugar, NÃO devemos ter déficits em conta corrente, porque eles implicam uma taxa de câmbio mais apreciada, que desestimula o investimento, e, portanto, implica uma alta taxa de substituição da poupança interna pela externa; o que o financiamento do déficit afinal faz é financiar consumo, não investimento. Segundo, quando um país tem doença holandesa (uma apreciação de longo prazo da taxa de câmbio causada pela exportação de commodities), como é o caso da maioria dos países em desenvolvimento (exceto os países do Leste Asiático, que já se tornaram ou estão se tornando desenvolvidos), é fácil demonstrar que, para neutralizá-la, colocando a taxa de câmbio no lugar certo, ele deve ter um superávit, não um déficit, em conta corrente.

Logo, embora tenhamos falta de capitais, nós não precisamos de capitais externos porque eles afinal financiam o consumo, não o investimento, e representam um alto custo para o país.
Mas por que acreditamos? Porque o Império tem um grande "soft power", uma forte hegemonia ideológica - uma grande capacidade de persuasão - graças a várias coisas. Primeiro, porque os países que o constituem, comandados pelos Estados Unidos, são os países ricos que gostaríamos de ser. E nos sugerem que, para isso, devemos fazer o que eles nos recomendam, adotando o liberalismo econômico, embora, quando eles estavam no mesmo nível de desenvolvimento do Brasil, há muito tempo atrás, eles adotassem uma estratégia desenvolvimentista que eles hoje condenam. Segundo, porque, nossos economistas mais importantes são quase todos formados em suas universidades. Terceiro, porque nossas elites são dependentes, preferindo se aliar às elites dos países ricos, ao invés de se aliar o nosso povo. Quarto, porque nossos políticos são populistas, pensam no curto prazo, e percebem que podem se reeleger mais facilmente com uma taxa de câmbio apreciada. Quinto, porque mesmo nos intelectuais e políticos nacionalistas não conhecem o que estou afirmando, e, portanto, não são capazes de fazer a crítica ao crescimento com déficits em conta corrente e financiamento externos. Sexto, porque nosso povo é ingênuo e aceita o benefício no curto prazo - o aumento de sua capacidade de consumo - não sabendo quão caro lhe custa essa ingenuidade e essa preferência pelo consumo imediato.

Mas isto não significa que eu seja contra as multinacionais. O que eu sou profundamente contra é aos déficits em conta corrente que nos fazem "precisar" das multinacionais. A China, que tem sempre superávits em conta corrente, recebe multinacionais. Mas não para financiar déficits e apreciar o câmbio, e, sim, para aumentar suas reservas ou então para completar o financiamento dos seus próprios investimentos diretos, que hoje são quase tão grandes quanto aqueles que a China recebe.

Quem estiver interessado nesta questão pode consultar meu site, www.bresserpereira.org.br e procurar no menu lateral "Câmbio e poupança externa".
 

 

 

 

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