PUBLICIDADE  
 
 
 
HOME SOBRE BRESSER-PEREIRA PÁGINA NO FACEBOOK
BONS ARTIGOS QUE LI BONS FILMES QUE ASSISTI

BRAZILIAN JOURNAL OF POLITICAL ECONOMY

OLHAR O MUNDO FALE CONOSCO
 
  Tipos de trabalhos  
 

Quem é/Who is

A guide to my work
Currículos / CVs
Short cv & bio
Textos autobiográficos
Sobre Bresser-Pereira

Tipos de Trabalhos

Livros
Livros na íntegra
Livros organizados (edited)
Papers
Pequenos textos, prefácios, etc.
Texto para Discussão
Artigos de jornal & Entrevistas
Principais Entrevistas
Notas no Facebook
Cartas
Críticas de Cinema
Documentos & Relatórios
Programas / Syllabus
Apresentações / Slides
Vídeos e Áudios





Outros idiomas

Works in English
Weekly Columns
Oeuvres en Français
Trabajos en Español

Método

Método científico

Novo Desenvolvimentismo

Novo Desenvolvimentismo (textos básicos)
Desenvolvimentismo Clássico (textos básicos)
Novo Desenvolvimentismo (economia política)
Novo Desenvolvimentismo (teoria econômica)
Novo Desenvolvimentismo (aplicado)
Novo Desenvolvimentismo (contribuições e críticas de terceiros)

Sociedade-Capitalismo

Teoria social - textos básicos
Teoria social (todos)
Capitalismo e modernidade
Classes e tecnoburocracia
Revolução Capitalista e ...
Revoluções, Revoltas e Movimentos
Globalização
Organização administração
Estatismo e URSS

Política

Teoria política - textos básicos
Teoria política (todos)
Teoria do Estado
Sociedade civil
Republicanismo e direitos de cidadania
Teoria da Democracia
Ciclos do Estado
Populismo político e econômico
Nação e nacionalismo
Social democracia e esquerda
Neoliberalismo e globalismo
Interpretações do Brasil
Pactos políticos e coalizões de classes - Br
Democracia no Brasil
Teoria da Dependência
História intelectual
Perfis individuais
Política Externa - Br
Burocracia pública - Br
Empresários e administradores - Br
Reforma da universidade
Conjuntura Política - Br
Reforma Gerencial - Teoria
Reforma Gerencial - Brasil

Economia

Teoria econômica - Textos básicos
Teoria econômica (todos)
Teoria do Desenvolvimento Econômico
Crítica da teoria neoclássica
Desigualdade e Distribuição
Teoria macroeconômica
Política e Economia
Câmbio e poupança externa
Câmbio e Doença Holandesa
Câmbio e crescimento
Crises econômico-financeiras
Dívida externa
Investimentos e taxa de lucro
Inflação
Inflação inercial
Comércio e integração
Economia mundial
Crise global de 2008
Desenvolvimento econômico - Br
Macroeconomia do Brasil
Populismo econômico - Br
Desindustrialização - Br
Crise fiscal do Estado - Br
Planos de estabilização - Br
Plano Bresser
Quase-estagnação desde 1980 - Br
Conjuntura Econômica - Br

Países e regiões

Relações internacionais
América Latina
Argentina
Estados Unidos
Europa

Trabalhos de terceiros

Bons artigos que li recentemente
Reforma Gerencial - Terceiros
Cursos
Debate sobre "Crescimento com Estabilidade"(2001)
Notícias e Comentários

Ações / Ministérios

Ministério da Fazenda
Plano Bresser
MCT Ministério da Ciência & Tecnologia
Fundação Getulio Vargas, São Paulo

MARE - Ministério da Reforma do Estado

Documentos da Reforma
Reforma Gerencial - Teoria
Reforma Gerencial - Brasil
Reforma Gerencial - Terceiros
Agências Executivas e Reguladoras
Organizações Sociais
Gestão da Saúde
Gestão da Educação
Implementação Nível Federal
Implementação São Paulo
Implementação Minas Gerais
Implementação Outros Estados
Bibliografia da Reforma da Gestão Pública
Cadernos MARE
América Latina: Declaração de Madri (Clad)
Leis sobre Organizações Sociais
 
 
 

 

Argentina: integração subordinada

Luiz Carlos Bresser-Pereira
Postado no Facebook, 10.12.2015

O presidente liberal Mauricio Macri assumiu hoje a Presidência da República argentina, substituindo uma presidente desenvolvimentista, Cristina Kirchner. Seu primeiro objetivo é "integrar-se ao sistema internacional", do qual a Argentina se desvinculou no plano financeiro ao ter negociado com sucesso a reestruturação de sua dívida externa.

Mas o que significa essa integração? Será uma integração soberana, ou será uma integração subordinada, como é a regra definida pelo Oeste imperial? “Não se trata disso, nos dirá o economista liberal e cosmopolita, queremos apenas recuperar o crédito internacional da Argentina, que, assim, poderá se endividar em moeda estrangeira para crescer”. Ora, essa forma de integrar-se – endividando-se em moeda estrangeira e para com as empresas multinacionais – é que é a forma subordinada. A Argentina, hoje, não tem dívida externa, e, como existe uma relação direta entre o déficit em conta-corrente, e como este é praticamente zero porque a Argentina não tem crédito internacional, a taxa de câmbio não está fortemente apreciada e a economia argentina continua relativamente equilibrada – em uma situação bem melhor do que a situação da economia brasileira. Se o governo dos Kirchner não tivesse usado o câmbio para segurar a inflação, a taxa de câmbio estaria plenamente competitiva, e o país estaria crescendo muito mais.

Agora, a partir do momento em que o governo promova a liberalização geral e retire a retenção sobre as commodities exportadas, a Argentina recuperará seu crédito internacional ao mesmo tempo que haverá uma desvalorização do peso. Parece bom, mas não é. Essa depreciação durará pouco tempo. Com a abertura da economia e a recuperação do crédito, entrarão capitais, e o peso voltará a se apreciar, mas agora sem o limite imposto pela impossibilidade de o país obter crédito no exterior. Em pouco tempo o déficit em conta-corrente se tornará grande, e teremos lá o que temos aqui no Brasil: uma integração subordinada, baseada no endividamento externo e na busca de crédito.

Agora, um Oeste feliz estará transferindo seus capitais para a Argentina, e o peso se apreciará em termos reais bem mais do que já está apreciado hoje. Em consequência, as empresas industriais e as de serviços sofisticados deixarão de ser competitivas, o processo de sofisticação produtiva, que, primeiro, o presidente Eduardo Duahalde (2002-03), e depois, os dois Kirchner (2003-2015) tentaram reconstruir na Argentina terminará, e o país ficará semelhante ao Brasil: integrado subordinadamente ao Oeste e, por isso e pelo populismo interno, sem perspectivas de crescer e fazer o catching up ou alcançamento dos níveis de renda dos países centrais.
 

 

 

 

© Direitos Autorais Bresser-Pereira
São Paulo - SP | ceciliaheise46@gmail.com

 

Desenvolvido pela E-Xis | www.e-xis.com.br