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Mário Covas

Luiz Carlos Bresser-Pereira
15.7.1990

A campanha para as eleições para os governos dos estados já está nas ruas e ainda não sabemos como, a nível federal, o governo Collor será capaz de enfrentar a crise brasileira. Já sabemos, entretanto, que o novo presidente não fará milagres. Que teremos ainda muitos contratempos na luta para retomar o crescimento com distribuição de renda e estabilidade de preços. Ora, se o quadro nacional está longe de estar tranqüilo, a eleição em São Paulo de um governador com o porte de estadista é fundamental para o Brasil. Podemos eleger para São Paulo um mero tocador de obras, que adota o velho slogan do rouba mas faz. Podemos levar para o Palácio do Morumbi um personagem marcado pelas práticas populistas e autoritárias que desmoralizam a política brasileira. Ou podemos eleger um político comprometido com a democracia, com o desenvolvimento social e com a dignidade do cargo público, como é o senador Mário Covas. No primeiro caso São Paulo e o Brasil estarão se aprofundando na crise. No segundo, teremos em São Paulo um governador que não apenas saberá governar o estado com competência e honradez, mas que, politicamente, terá condições de liderar as forças democráticas do país.

Sinto-me muito à vontade para escrever este artigo. Conheço bem Mário Covas. Ele faz parte daquele reduzido número de líderes políticos que colocam o interesse público acima dos interesses particulares, que jamais identificam automaticamente o próprio interesse com o interesse público, que repudiam a mentira e as promessas fáceis, que têm a coragem de adotar medidas ou posições impopulares, que arriscarão suas vitórias eleitorais, se estiverem convencidos que o interesse público assim o exige.

Mário Covas foi sempre um político com posições moderadas de esquerda. Esquerda social-democrata que significa defesa intransigente da democracia e da distribuição de renda, em um país onde a direita sempre promoveu a concentração da renda e quase sempre foi autoritária. Mário Covas foi sempre um democrata, para o qual a democracia não é mero slogan, mas compromisso com a liberdade e os direitos humanos. Por isso foi cassado. Por isso, como líder da Constituinte, logrou dar um caráter social à Constituição brasileira. Por isso ajudou a fundar um partido social-democrata, o PSDB.

A social-democracia de Mário Covas, entretanto, em nenhum momento se confunde com o populismo. Isto ficou claro na Constituinte, quando sempre se recusou a apoiar medidas populistas, que defendidas por políticos de direita e de esquerda. Isto ficou claro na última campanha presidencial, quando, ao contrário do que ocorria com praticamente todos os candidatos, recusou-se sistematicamente a fazer promessas e mais promessas ao povo. Mário Covas tem um respeito pelo povo e por si mesmo que inviabilizam esse tipo de prática política. Quando, na última campanha presidencial, algum companheiro ansioso, preocupado em vencer, lhe dizia que era preciso prometer mais - prometer mais salários, prometer mais estabilidade de preços, prometer mais desenvolvimento, prometer mais obras, Mário Covas recusava-se sempre, terminantemente. Para ele, sem verdade não há democracia, não há a possibilidade de defender os interesses do povo. Mário Covas espera sempre que os eleitores o escolham pelo que ele de fato é e pelo que ele pode fazer. A mentira para ele é repugnante. Nada é mais condenável para ele do que o político que busca eleger-se enganando o povo.

Mário Covas foi um grande prefeito em São Paulo, ao mesmo tempo que era coerente com sua proposta social-democrata. Em uma cidade em que a distribuição de renda é terrivelmente desequilibrada, deu total prioridade à periferia e aos gastos sociais. Priorizou, portanto, os pobres. No governo do Estado de São Paulo fará o mesmo. Suas prioridades serão sociais. Serão a educação, a saúde e a habitação. Realizará obras, mas suas ênfase não estará na realização de obras monumentais, mas na melhoria das condições de saúde e educação. Estes gasto

 

 

 

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