Luiz Carlos Bresser-Pereira, José Luis Oreiro e Nelson Marconi
Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.

A comprehensive book on developmental macroeconomics. It is the central piece of New Developmentalism. It is focused in the five macroeconomic prices and in the tendency to the cyclical and chronic overvaluation of the exchange rate, which makes these five prices wrong, requiring an active macroeconomic policy, mainly in an exchange rate policy that will assure competitiveness to the country’s business enterprises utilizing technology in the world state of the art. The ensuing economic policy is not oriented towards protection but for leveling the playing field for the competent tradable non-commodity business enterprises.
It is a substantially improved translation (because it is a work in progress) of <i>Developmental Macroeconomics</i> (London: Routledge 2014).

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Mensagem novo-desenvolvimentista acaba sendo ortodoxa – Artigo de Samuel Pessoa

Macroeconomia Desenvolvimentista (Rio de Janeiro: Elsevier 2016), por Luiz Carlos Bresser-Pereira, José Luis Oreiro e Nelson Marconi. Este livro sistematiza a teoria econômica do Novo Desenvolvimentismo.
Macroeconomia Desenvolvimentista apresenta uma nova maneira de pensar a macroeconomia e o desenvolvimento dos países em desenvolvimento de renda média.
1. Nova porque está focada nos cinco preços macroeconômicos – a taxa de lucro, a taxa de juros, a taxa de câmbio, a taxa de salário e a taxa de inflação – e constata que o mercado é incapaz de manter esses preços equilibrados ou “certos”, tornando necessária uma política macroeconômica ativa – monetária, fiscal, e principalmente cambial.
2. Nova porque considera a taxa de câmbio e os deficits em conta corrente como as principais variáveis macroeconômicas, ao invés de a taxa de juros e os deficits orçamentários.
3. Nova porque contém uma nova teoria da determinação da taxa de câmbio, que distingue o valor do preço da moeda estrangeira, relacionando o valor com o custo unitário do trabalho, e o preço, que flutua em torno desse valor, com a oferta e procura de moeda estrangeira.
4. Nova porque afirma a existência de uma tendência à sobreapreciação cíclica e crônica da taxa de câmbio, que é consequência de uma doença holandesa não neutralizada, que afeta o valor da moeda estrangeira, e de três políticas habituais (e equivocadas) adotadas nos países em desenvolvimento que afetam a oferta e a procura de moeda estrangeira: a política de elevadas taxas de juro, a política de crescimento com endividamento externo (“poupança externa”), e a política de âncora cambial contra a inflação.
5. Nova porque dispõe de uma teoria das crises financeiras, as quais são causadas muito mais por essas três políticas habituais que levam o país a elevados deficits em conta-corrente do que a eventuais deficits públicos.
6. Nova, porque, adotando a tese que o crescimento é fundamentalmente causado pelo investimento, modifica a função investimento, afirmando que a taxa esperada de lucro não depende apenas da existência de demanda, mas também da taxa de câmbio; quando esta está apreciada no longo prazo, as empresas ficam sem acesso tanto à demanda interna quanto a externa e não investem.
7. Nova porque tem um modelo novo de doença holandesa baseado na existência de dois equilíbrios: a taxa de câmbio de equilíbrio corrente e a de equilíbrio industrial.
8. Nova porque critica a política de crescimento com deficits em conta-corrente e endividamento externo, argumentando que a poupança externa afinal financia muito mais o aumento do consumo do que do investimento, porque esses deficits implicam uma taxa de câmbio sobreapreciada que causa a substituição da poupança interna pela externa.
9. Nova porque, contraintuitivamente, afirma que os países de renda média não devem ter deficits em conta-corrente, mesmo que sejam financiados por investimentos diretos estrangeiros, mas devem apresentar equilíbrio em conta-corrente (quando não têm a doença holandesa) ou superavit em conta-corrente (quando a têm); os deficits corresponderão a uma taxa de câmbio sobreapreciada que será um obstáculo ao investimento privado e ao crescimento.
10. Nova porque, além de responsabilidade fiscal, o novo desenvolvimentismo defende uma poupança pública positiva que financie os investimentos públicos que, em cada país, devem corresponder a cerca de 20% do investimento total.
11. Nova porque, para os países de renda média, cuja indústria já não pode ser considerada infante, prioriza condições de igualdade na competição com os países ricos (que inexiste quando a taxa de câmbio está sobreapreciada no longo prazo) em relação à política de proteção à indústria nacional.
12. Nova, finalmente, porque não vê a falta de capitais como a principal diferença entre os países ricos e os de renda média, além do próprio nível de renda per capita, mas o fato de que estes se endividam em moeda estrangeira (que eles não podem nem emitir, nem desvalorizar), e, assim, se sujeitam a crises de balanço de pagamentos.
Esta versão, publicada dois anos depois da edição em inglês, contém a teoria do valor da taxa de câmbio fazendo variar o equilíbrio corrente e o equilíbrio industrial que não estava ainda formulada quando da publicação do pela Routledge.